O Mistério da Mansão Winston

O Mistério da Mansão Winston

     A Inglaterra, em 1877, estava sob o reinado da Rainha Victória, época que marcou o apogeu do poderoso Império Britânico. A “Era Victoriana”, como ficou conhecida, foi caracterizada por uma série de invenções que mudaram o mundo, como a luz elétrica, o telégrafo, o telefone, o fonógrafo, além da revolucionária teoria evolucionista de Charles Darwin, que modificou radicalmente os conceitos sobre a origem da vida. O mundo mudava rapidamente, em todos os sentidos. Paralelo a essas transformações de ordem tecnológica e científica, na França, Allan Kardec, falecido em 1869, deixara ao mundo uma monumental obra literária, trazendo revelações de uma nova realidade: a dimensão espiritual. E na Grã-Bretanha, eminentes cientistas, como Sir William Crookes, corroboravam a aliança entre o Espiritismo e a Ciência, atestando a imortalidade da alma e sua comunicabilidade com o mundo físico, através de instigantes experiências de materialização de espíritos.

     É neste ambiente que se passa a fictícia história de uma família extremamente conservadora e que cultiva uma orgulhosa tradição. Na Mansão mal assombrada dos Winston, não bastassem as aparições de fantasmas, todos os seus moradores, inclusive os criados, são bastante excêntricos e apresentam estranhos comportamentos. De repente, quando um suspeito funcionário da Rainha e sua assistente visitam o castelo, uma morte misteriosa quebra a rotina daquelas pessoas. Oito suspeitos e todos tem motivos para matar o patriarca da Mansão. Afinal, quem matou Sir Frederich III? Suspense e investigação entremeados a vários temas espíritas como a Imortalidade da Alma, a Comunicabilidade dos Espíritos e os Fenômenos de Materialização compõem a temática de “O Mistério da Mansão Winston”, Trazendo, de forma cômica, reflexões sobre a vida e a espiritualidade.

 TEXTO: Rogério Felisbino da Silva  COLABORADORES: Rafael Flores da Cunha, Silvestre Lacerda Aguiar (argumento) e Carlos Eduardo da Silva (pesquisa histórica)